segunda-feira, 21 de abril de 2008

Resenha nº 2

“Under The Iron Sea” - Keane (2006)


Quando ouvi o Keane pela primeira vez, na época do 1º álbum (Hopes and Fears, 2004), confesso que não me interessei muito. “Essa deve ser mais uma daquelas bandas ‘padrão Coldplay’, muito freqüentes na Europa” – e olha que até gosto do Coldplay, mas o fato é que até então para mim a banda não trazia nada de novo no som que fazia.

“Under The Iron Sea” mostra que esse trio inglês não faz por merecer a comparação generalizada que fiz. Há muito o que se destacar no disco, principalmente a competência nos arranjos, linhas vocais muito bonitas e bem trabalhas, na voz de Tom Chaplin (provavelmente um dos mais competentes vocalistas da atualidade) e também pelo piano de Tim Rice-Oxley.

Sim, o disco é composto na maior parte por baladas, entre elas “Atlantic”, “Nothing In My Way” e “A Bad Dream”, mas não é só. Os fãs de um agito não ficaram órfãos, por conta do hit “Is It Any Wonder” além de “Leaving So Soon” e “Crystal Ball”.

Ao ouvir “The Frong Prince”, a sensação é de que acabou rápido. “Under The Iron Sea” é daqueles discos pra se ouvir e apreciar do início ao fim.

Top 20 da minha playlist semanal

As 20 mais tocadas na minha playlist da semana!

"Plug In Baby" (Muse)
"You Know I'm No Good" (Amy Winehouse)
"Right To Be Wrong" (Joss Stone)
"House Of Cards" (Radiohead)
"Starlight" (Muse)
"Love Is Gone" (David Guetta)
"Jesus Numa Moto" (Sá, Rodrix e Guarabyra)
"Waiting On The World To Change" (John Mayer)
"Roda Gigante" (Cachorro Grande)
"Disco Lies" (Moby)
"Always Where I Need To Be" (The Kooks)
"Island In The Sun" (Weezer)
"At Last" (Ella Fitzgerald)
"Mestre Jonas" (Sá, Rodrix e Guarabyra)
"Cachaça" (Vanguart)
"15 Step" (Radiohead)
"Cities In Dust" (Pato Fu)
"Stella By Starlight" (Joe Pass)
"How High The Moon" (Ella Fitzgerald & Charlie Parker)
"Não Foi Em Vão" (Orquestra Imperial)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Piores discos de todos os tempos, segundo a revista "Mundo Estranho"

Clique aqui, para conhecer a lista. Não tive o azar de conhecer nenhum dos discos da lista... aliás, tarefa inglória essa de elaborar tal seleção!
Em tempo: ao que parece, pérolas como o Karametade, Calypso, Bruno e Marrone e até Britney Spears, entre outros, entraram na lista dos hour concours!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Top 10 anos 80

Aos leitores deste blog, vou logo avisando: me divirto tentando elaborar listas, dos “10 mais”, “20 mais” e por aí vai. Sei que isso gera sempre muita discussão, e a idéia é mesmo essa. Pra começar, como fã da música dos anos 80, resolvi listar as 10 bandas que considero mais importantes nessa década. Sendo que, precisei dobrar essa lista, elaborando uma internacional e outra nacional. Lá vai:

Internacionais:

- U2
- R.E.M.
- The Smiths
- Depeche mode
- New Order / Joy Division
- The Police
- The Cure
- Duran Duran
- Dire Straits
- INXS

Nacionais:

- Legião Urbana
- Paralamas do Sucesso
- Barão Vermelho
- Titãs
- Capital Inicial
- Engenheiros do Hawaii
- Lobão
- Lulu Santos
- Ira!
- Plebe Rude
- RPM

E vocês, o que acharam?

Crônicas sobre um barzinho e um violão

Lá vem o garçom, trazendo um guardanapo. Acho que já sei o que vem. “Toca Chão de Giz”. Ah, não!

Situações como essa, que se repetem com certa constância na vida de um músico de bar, acabam por criar na cabeça do sujeito uma verdadeira aversão a algumas pérolas do cancioneiro popular. Com todo respeito ao Zé Ramalho, no meu caso e de meu parceiro musical na época, o Sérgio, o problema foi com “Chão de Giz”. E o pior era a repetição da cena: normalmente final de noite, a gente já se preparando pra encerrar, e vem o pedido, daquele camarada que parece querer entornar até o último gole de qualquer bebida disponível no bar. Se a gente toca, é capaz do sujeito nem ouvir direito...

Até hoje não tivemos o ímpeto de aprender a tocar a tal canção, só de birra. O negócio é sério.

Um dia desses conversando com dois companheiros de profissão, descobri que não somos só nós que temos problema com essa música. Coincidência, pode ser, mas o fato é que a gente às vezes fica incomodado com a falta de interesse do público de bar em fugir um pouco do mais do mesmo, os pedidos geralmente são sempre iguais. Tem até uma piadinha entre a galera que gosta de se reunir pra formar uma roda de violão, que proíbe certas músicas no repertório...

Enfim, nada contra os músicos que preferem fazer a vontade da nação, eu já prefiro desafiar um pouco, tocar alguma coisa não muito conhecida, e quando dá pra perceber alguém me acompanhando na letra a satisfação é enorme. Sinal de que nem tudo está perdido!

Claro que não dá pra fazer isso o tempo todo. Senão a gente ganha fama de antipático. Sem falar que é chato pra caramba ficar tocando horas e ninguém prestando atenção. Músico de bar também sofre de carência!

Falando nisso, cadê o cara que queria ouvir “Chão de Giz”?

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Resenha nº 1


“Echoes” – The Rapture (2003)

Nova York sempre foi um grande celeiro de bandas e, atualmente, um dos locais mais férteis do rock americano, principalmente no que diz respeito ao cenário alternativo. O Rapture é mais uma banda que vêm ratificar essa fama.

O seu disco de estréia pode causar em alguns a sensação de que a banda nunca irá se tornar uma campeã de popularidade, o que provavelmente é uma verdade, principalmente por conta do estilo agudo e estridente do vocalista, Luke Jenner (que em certos momentos lembra o timbre de voz de Robert Smith, do The Cure, porém mais exagerado). Estranheza que é amenizada quando Matt Saffer, baixista, assume os vocais, como em “Sister Savior”. Por outro lado, esse estilo peculiar de Luke acaba se tornando uma característica marcante na sonoridade da banda, que também se reconhece pelas batidas dançantes como no single “House Of Jealous Lovers”, na faixa de abertura, “Olio”, e “I Need Your Love”, bem como pelas intervenções inusitadas do multi-instrumentista Gabriel Andruzzi, ora com um saxofone, ora com um cow bell.

O quebra-clima do disco é a terceira faixa, “Open Up Your Heart”, e a saideira, “Infatuation”. No mais, um álbum bem dançante.

Pra quem não sabe, o Rapture se apresentou por aqui em 2003, época de lançamento de Echoes, no Tim Festival, realizando um show contagiante. Aliás, foi nessa ocasião que acabei tomando conhecimento da banda (amor à primeira vista).

Recomendado para quem curte: eletrônico/ alternativo, acid house, post-punk.

Em breve, comentarei seu mais recente trabalho, “Pieces Of The People We Love”.

Enquanto isso, comentem!

terça-feira, 8 de abril de 2008

INÍCIO

Olá Amigos, este é apenas um post de inauguração, e pra começar com o pé direito, gostaria de citar uma frase de Isaac Newton, que para mim, expressa entre outras coisas, a idéia de se criar um blog, que é justamente a troca de conhecimento:

"A sabedoria é muitas vezes mais útil aos outros do que àqueles que a possuem. O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano."